Na última sexta feira 03/08 estive numa conversa com o cantor Rick, que por 20 anos formou dupla com Renner, e agora segue em carreira solo.

Em novembro, sai sua biografia, “Minha Obra, Minha Vida”, escrita por Alexandre Novaski. Até o final do ano, a intenção é de que o projeto de um filme também tenha início.

Rick é nascido em Monte do Carmo, Tocantins, estado onde será gravado seu primeiro DVD solo, ainda sem data exata divulgada.

Em nossa conversa, perguntei a ele sua posição sobre as atuais críticas ao novo sertanejo que que vem sendo feitas por artistas reconhecidos da mídia, entre outras perguntas. Confira:

Pergunta: Atualmente, compensa mais formar uma dupla sertaneja, ou cantar sozinho?

Rick Sollo: Hoje em dia compensa fazer o que você gosta de fazer, o que você quer fazer. Eu acho que tanto e normal e aceitável formar uma dupla sertaneja quanto seguir carreira solo. Tudo depende da música que você faz, da convivência com o parceiro, tanto uma coisa quanto a outra e bastante viável e possível.

Pergunta: Qual a diferença entre o Rick (na dupla) e o Rick em carreira solo? o que mudou?

Rick Sollo: Mudou a liberdade musical cara, em dupla, eu tinha sempre uma explicação a dar, uma pergunta a fazer, um padrão a seguir. E em carreira solo eu tenho uma liberdade muito grande, um leque de opções onde eu posso me decidir por mim mesmo. E assim fica muito mais fácil.

Pergunta: Recentemente, diversos artistas reconhecidos na mídia fizeram declarações mostrando descontentamento com o mercado sertanejo atual, Qual a sua posição sobre o tema?

Rick Sollo: Eu acho que renovar é preciso, de preferência com qualidade. A música sertaneja nunca esteve tão vulnerável quanto ela esta agora, é uma coisa complicada, tem muita gente brincando, mas o lado bom é que no meio dessa coisa toda é que tem muita gente competente fazendo coisa séria, não dá pra generalizar.

Pergunta: Vemos que cada dia aparecem mais e mais artistas que emplacam com uma música e depois desaparecem, pra você, o que é preciso para sustentar o sucesso?

Rick Sollo: Pra isso é preciso fazer musica legal, se preocupar com letra, com melodia, e acima de tudo é preciso ter uma identidade vocal pra que quanto uma musica sua estiver tocando na rádio as pessoas não terem dificuldade de identificar que esta cantando, coisa que acontece muito ultimamente. Enfim, é preciso fazer musica boa e ter amor pelo que faz, e não simplesmente fazer música, passar o rodo, ganhar uma grana e sumir.

Pergunta: No seu novo CD, temos a participação de Leonardo e Eduardo Costa, em duas músicas que foram muito elogiadas, como é sua relação com os dois?

Rick Sollo: Cantar com o Leonardo foi uma coisa desejada a muito tempo, agente já se namorava, ele sempre gostou do meu trabalho, e eu do trabalho dele, mas nunca rolou. E a partir do momento que eu fui pro escritório dele, eu disse que esse seria o momento de fazermos alguma coisa juntos, e ele topou na hora. Sem falar que a música “Muda pra Goiás” não daria pra cantar com outro, pois eu chamo o nome dele no meio da letra. Para cantar comigo ser afinado.

Já o Eduardo Costa, desde que eu o conheci, eu acho que dentro da música ele é um dos meus maiores fãs, ele sempre foi muito verdadeiro comigo, sempre disse que era muito fã do meu trabalho. E agente sempre foi muito parecido no gosto musical, ai quando fiz musica eu achei a cara dele, convidei e ele topou na hora.

E pra encerrar, segue abaixo o primeiro videoclipe da carreira solo de Rick, “Vem Camila”:

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